Desde criança sustento qualquer adversidade e toda aquela dor que pesa bem aqui no trapézio. Preciso de um canto tranqüilo pra aliviar esse cansaço da bagagem que carrego. Eu sou é mesmo muito folgadinha. Esse meu jeito que querer ajeitar tudo complica só pra mim. Talvez seja pré-potência minha. Sei que meu poder de entender as coisas me protege e ao mesmo tempo me afasta - principalmente quando erroneamente acho que entendo a angustia alheia. E o pior é que meus conselhos são ouvidos. Mas o quarto do vizinho sempre me parece ser mais fácil de colocar em ordem do que o meu. Meu quarto me obriga a ter uma idéia brilhante e nada surge pro meu roteiro. Preciso de uma vez por todas parar com essa mania de programar, e consequentemente me preocupar. Mas deixar tudo acontecer complica. Sempre caio. Quando precavida, uso meu travesseiro.
Hoje vi uma foto de quando tinha 6 anos de idade. Já faz bastante tempo. Bastante. Na foto eu abraçava minha primeira melhor amiga. Ela com os braços largados e eu com os meus em volta do seu tronco. Alem do meu abraço apertado, um sorriso de dentes mordendo os lábios. Desde sempre, intensamente só.
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