terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Quase no Fim

E o mingau começou a embolar... O que foi sucesso, já foi. Após a reunião que acabamos de ter, é preciso mais tempo e planejamento pra que se faça uma produção de qualidade superior. O fato é que Dona Flor é um projeto tão sólido que mesmo sendo mal produzida ela resiste como grande Senhor Cactu, a todas as tempestades ou sob sol de lascar o solo. E não há porque sofrer, afinal, quando na minha vida estaria conhecendo Gramado com hospedagem e transporte de graça! Que seja melhor pensar por esse lado.
Ficamos em Canela e fizemos duas apresentações por lá. Para chegar em Gramado bastava pegar um circular de R$ 1,80. Era o passaporte para se perder no “mundo perfeitamente encantado Gramado”. Onde tudo é belo, funcional e aparentemente moral. Primeiramente, fiquei encantada e acreditei, embora fosse uma grande mentira, que era rica. Comprei acessórios, artesanatos, e uma quantidade absurda de chocolates. Absurda para o meu não-ser chocólotra.
Depois de muito consumo e deslumbramento senti vontade de pisar no chão de verdade. Jamais moraria em Gramado. Preciso do caus. Talvez seja cultural.
Já na peça, partilhamos de um momento crucial. Nos situamos no tema “nosso futuro”. A peça vai ter que para assim que chegarmos em casa. Ou seja, daqui a pouco.
A remontagem recomeça em fevereiro. Ou seja, tudo pode mudar. E daqui a pouco estaremos fazendo mais duas apresentações, uma em Balneário do Camburiú e outra em Joinville. Ou seja, pode ser nossas últimas apresentações. Ou seja, estamos muito felizes apesar de tudo e curtindo cada momento desta reta final, da grande turnê ao Sul de Dona Flor e Seus Dois Maridos. Ou pelo menos, temos que curtir!

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