Em Gravataí ha dois dias. Só agora me dei conta aonde estou no mapa. Acabo de me situar geograficamente. Alias, o que mais tenho feito é me situar no espaço. Interno e externo. Cenicamente, saber o que fazer, sempre com algum objetivo, é mais prazeroso. Como na vida.
Hoje foi um dia que precisei ter muito equilibrio pra não perder minha meta em cena e na vida.
O espetáculo, mais uma vez foi um sucesso. Mas, para todos com grande sacrifício. A surpresa do acaso sobre o que cada estrutura de teatro oferece para nós, é sempre um desafio. Acabamos passar por baixas temperaturas de Caxias do Sul, por volta de 13 a 16 graus, e agora acolhidos pelo calorão de Gravataí! E o grande obstáculo da noite foi fazer o espetáculo sem ar condicionado, num teatro fechado que virou uma verdadeira sauna.
Os obstáculos de hoje me fez focar ainda mais em tudo. Não foi fácil.
Foi uma luta pela verdade. Inclusive pra exercer o talento em driblar as dificuldades das pendências sociais, para manter um nível de convivência sobrevivente. Hoje eu perdi completamente a paciência com uma pessoa que já saiu de cena da minha vida, mas que insiste frisar que minha existência incomoda. Ah, como cansa. Não me arrependo de ter me relacionado com pessoas em alguns trabalhos. Mas cada pessoa é uma pessoa. Cada um com sua maturidade pra conseguir se desvincular das coisas sem muito atrito desnecessário, e seguir em frente catarolando alegremente o lema “o que passou, passou!”. E canto!
Sim! Me envolvo mesmo. Mas tudo passa! E curando a ferida ou não, assumo minhas responsabilidades e compro meu barulho sozinha. Choro sozinha. Sofro quieta. Caio e levando sem pedir a ninguém que me levante. Pago o preço alto por viver e findar uma relação amorosa no trabalho.
Pago por que graças a Deus, tenho renda altíssima pra cobrir todos os meus débitos sentimentais, sem pedir nenhum empréstimo. Então, acho que mereço um pouco de paz,... é só o que eu quero. Paz de verdade. Já está mais do que na hora. Sem a hipocrisia do “eu te respeito”.
Quem não me quer bem não merece meu sorriso, mesmo que seja aquele sociável.
Certa estou, de não querer o mal estar de ninguém e durmo tranqüila no meu travesseiro por isso. Certa estou, de um rumo a felicidade no qual o universo conspira a meu favor. Quem tiver de corrigir seus erros, que dê o primeiro passo. Eu não páro de passar.
Minha cavalgada é porreta! Não dá pra me derrubar do cavalo. Sou de sagitário! Metade animal racional, metade irracional. São os dois lados da moeda. Equilíbrio.
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