Essa coisa de tentar ser feliz no natal está chegando. Minha cabeça está uma bagunça. Organizar tudo para que neste momento a felicidade impere absoluta é quase um sacrifício. Uma da minhas grandes preocupações não é nenhuma novidade: meu futuro profissional. Por tanto, é melhor pensar que vou encontrar pessoas da minha família que não vejo há tempos, e que também deixarão seus problemas guardados na gaveta, para comer bolinho de bacalhau. É fato que gostaria que o natal fosse pelo menos daqui uns três meses, na esperança de que algo mais interessante pudesse mudar as coisas para melhor - principalmente dentro de mim. Mas a data da felicidade natalina é imposta pelo calendário e pelo nosso costume. Não, não quero criticar isto. Está na moda falar mal do natal e acho que isso não faz sentido. Não há como mudar isso. O que talvez possamos fazer é desenlouquecer um pouco com as questões de consumo. Eu confesso que tive que comprar presentes para minhas afilhadas, e não deixaria de fazer isso. Participei de almigo oculto e tambem escolhi esta outra compra. Faz parte. Mas que seja de uma forma leve. Não é preciso radicalizar e se isentar para as crianças. Elas não tem problemas, e faz bem diverti-las. Se divertir numa confraternização de amigo oculto também é valido. É uma forma de falar, oulhar e sentir o outro. Um dia quando não quiser fazer parte dessa festa vou acampar numa ilha deserta, muito bem acompanhada, de preferencia. Só acho que podriamos comer qualquer coisa sem essa cobrança de seguir um menu: pernil, chester, tender.. esses bichos produzidos em laboratorio que nunca ninguem viu no zoologico. Também acho que podemos colocar qualquer roupa, de preferencia, a mais confortavel. Roupa de ficar em casa, porque é o que realmente vamos fazer. Os calçados, havaianas! Por que não?
O que todo mundo realmente quer, no fundo, é ter uma noite feliz.
Eu queria estar mais feliz, pra verdadeiramente sentir um feliz natal. Mas a arte de viver é se reinventar.
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