Desde criança sustento qualquer adversidade e toda aquela dor que pesa bem aqui no trapézio. Preciso de um canto tranqüilo pra aliviar esse cansaço da bagagem que carrego. Eu sou é mesmo muito folgadinha. Esse meu jeito que querer ajeitar tudo complica só pra mim. Talvez seja pré-potência minha. Sei que meu poder de entender as coisas me protege e ao mesmo tempo me afasta - principalmente quando erroneamente acho que entendo a angustia alheia. E o pior é que meus conselhos são ouvidos. Mas o quarto do vizinho sempre me parece ser mais fácil de colocar em ordem do que o meu. Meu quarto me obriga a ter uma idéia brilhante e nada surge pro meu roteiro. Preciso de uma vez por todas parar com essa mania de programar, e consequentemente me preocupar. Mas deixar tudo acontecer complica. Sempre caio. Quando precavida, uso meu travesseiro.
Hoje vi uma foto de quando tinha 6 anos de idade. Já faz bastante tempo. Bastante. Na foto eu abraçava minha primeira melhor amiga. Ela com os braços largados e eu com os meus em volta do seu tronco. Alem do meu abraço apertado, um sorriso de dentes mordendo os lábios. Desde sempre, intensamente só.
A partir da árdua decisão de ser atriz - pra sempre - tento descrever as experiências dessa trajetória. Essa escolha é algo que se renova e move meus pensamentos diariamente. O desafio é encarar tudo que envolve esse rumo. E apesar de todas as barreiras , meu coração pede pra seguir em frente. [ http://carolinafreitas-atriz.blogspot.com/ ]
sábado, 25 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Onipotencia Natalina
Essa coisa de tentar ser feliz no natal está chegando. Minha cabeça está uma bagunça. Organizar tudo para que neste momento a felicidade impere absoluta é quase um sacrifício. Uma da minhas grandes preocupações não é nenhuma novidade: meu futuro profissional. Por tanto, é melhor pensar que vou encontrar pessoas da minha família que não vejo há tempos, e que também deixarão seus problemas guardados na gaveta, para comer bolinho de bacalhau. É fato que gostaria que o natal fosse pelo menos daqui uns três meses, na esperança de que algo mais interessante pudesse mudar as coisas para melhor - principalmente dentro de mim. Mas a data da felicidade natalina é imposta pelo calendário e pelo nosso costume. Não, não quero criticar isto. Está na moda falar mal do natal e acho que isso não faz sentido. Não há como mudar isso. O que talvez possamos fazer é desenlouquecer um pouco com as questões de consumo. Eu confesso que tive que comprar presentes para minhas afilhadas, e não deixaria de fazer isso. Participei de almigo oculto e tambem escolhi esta outra compra. Faz parte. Mas que seja de uma forma leve. Não é preciso radicalizar e se isentar para as crianças. Elas não tem problemas, e faz bem diverti-las. Se divertir numa confraternização de amigo oculto também é valido. É uma forma de falar, oulhar e sentir o outro. Um dia quando não quiser fazer parte dessa festa vou acampar numa ilha deserta, muito bem acompanhada, de preferencia. Só acho que podriamos comer qualquer coisa sem essa cobrança de seguir um menu: pernil, chester, tender.. esses bichos produzidos em laboratorio que nunca ninguem viu no zoologico. Também acho que podemos colocar qualquer roupa, de preferencia, a mais confortavel. Roupa de ficar em casa, porque é o que realmente vamos fazer. Os calçados, havaianas! Por que não?
O que todo mundo realmente quer, no fundo, é ter uma noite feliz.
Eu queria estar mais feliz, pra verdadeiramente sentir um feliz natal. Mas a arte de viver é se reinventar.
O que todo mundo realmente quer, no fundo, é ter uma noite feliz.
Eu queria estar mais feliz, pra verdadeiramente sentir um feliz natal. Mas a arte de viver é se reinventar.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Arquivado
Chegamos salvos! Foram muitas turnês pelo Brasil.. cidades do interior e capitais do Nordeste, Norte, Centro-Oeste, Sudeste, e Sul. O Brasil enfim! Esta última turnê do Sul foi a de maior desgaste físico, mental, e financeiro. Foi um dos processos mais cansativos que já vivi neste projeto. É sempre valido. A vida se caracteriza por momentos bons e ruins. Resumindo muito gratuitamente, é isso. Então, apesar do cansaço, foi aceito. Está pago e varrido. É viver o que tem pra viver. Tudo tem seu tempero. Todo lugar tem sua cor e cultura, pra me trazer o que Eu realmente sou. Eu tento saber.
Observei tudo o que pude. Não esta tudo fotografado, mas tudo registrado na minha mente, como mais um arquivo relevante das andanças por esse país. No fim da viagem, a liberdade de estar solta pelo mundo vira do avesso,... vira jaula. Mas, finalmente chego no céu do meu quarto, e mergulho no infinito particular da minha cama. Hoje, quando pisei no Santos Dummont, me senti uma tartaruga reduzindo os passos pra carregar a casa nas costas. Voltei com mais uma de mim em quilos! Na mala e no corpo. De suvenir, mais uns dois ou três quilos para não esquecer do Rio Grande do Sul, tchê. A rotina de comer churrasco e polenta frita que encarei nos últimos tempos, deixaram lembranças no meu culote! Eu que sempre fui uma menininha, me encontro num momento sumarenta!
Também regresso ao lar comemorando mais uma primavera. A vida esta começando a dizer muito mais pra mim.
Já são 27 anos. Há uns meses atrás me preocupei com este futuro anunciado. E não faz sentido esse medo. Agora é que tá ficando bom.
A vida é um presente. A minha é.
Ei, Você, ta me ouvindo aí do alto?
Obrigada.
Observei tudo o que pude. Não esta tudo fotografado, mas tudo registrado na minha mente, como mais um arquivo relevante das andanças por esse país. No fim da viagem, a liberdade de estar solta pelo mundo vira do avesso,... vira jaula. Mas, finalmente chego no céu do meu quarto, e mergulho no infinito particular da minha cama. Hoje, quando pisei no Santos Dummont, me senti uma tartaruga reduzindo os passos pra carregar a casa nas costas. Voltei com mais uma de mim em quilos! Na mala e no corpo. De suvenir, mais uns dois ou três quilos para não esquecer do Rio Grande do Sul, tchê. A rotina de comer churrasco e polenta frita que encarei nos últimos tempos, deixaram lembranças no meu culote! Eu que sempre fui uma menininha, me encontro num momento sumarenta!
Também regresso ao lar comemorando mais uma primavera. A vida esta começando a dizer muito mais pra mim.
Já são 27 anos. Há uns meses atrás me preocupei com este futuro anunciado. E não faz sentido esse medo. Agora é que tá ficando bom.
A vida é um presente. A minha é.
Ei, Você, ta me ouvindo aí do alto?
Obrigada.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Quase no Fim
E o mingau começou a embolar... O que foi sucesso, já foi. Após a reunião que acabamos de ter, é preciso mais tempo e planejamento pra que se faça uma produção de qualidade superior. O fato é que Dona Flor é um projeto tão sólido que mesmo sendo mal produzida ela resiste como grande Senhor Cactu, a todas as tempestades ou sob sol de lascar o solo. E não há porque sofrer, afinal, quando na minha vida estaria conhecendo Gramado com hospedagem e transporte de graça! Que seja melhor pensar por esse lado.
Ficamos em Canela e fizemos duas apresentações por lá. Para chegar em Gramado bastava pegar um circular de R$ 1,80. Era o passaporte para se perder no “mundo perfeitamente encantado Gramado”. Onde tudo é belo, funcional e aparentemente moral. Primeiramente, fiquei encantada e acreditei, embora fosse uma grande mentira, que era rica. Comprei acessórios, artesanatos, e uma quantidade absurda de chocolates. Absurda para o meu não-ser chocólotra.
Depois de muito consumo e deslumbramento senti vontade de pisar no chão de verdade. Jamais moraria em Gramado. Preciso do caus. Talvez seja cultural.
Já na peça, partilhamos de um momento crucial. Nos situamos no tema “nosso futuro”. A peça vai ter que para assim que chegarmos em casa. Ou seja, daqui a pouco.
A remontagem recomeça em fevereiro. Ou seja, tudo pode mudar. E daqui a pouco estaremos fazendo mais duas apresentações, uma em Balneário do Camburiú e outra em Joinville. Ou seja, pode ser nossas últimas apresentações. Ou seja, estamos muito felizes apesar de tudo e curtindo cada momento desta reta final, da grande turnê ao Sul de Dona Flor e Seus Dois Maridos. Ou pelo menos, temos que curtir!
Ficamos em Canela e fizemos duas apresentações por lá. Para chegar em Gramado bastava pegar um circular de R$ 1,80. Era o passaporte para se perder no “mundo perfeitamente encantado Gramado”. Onde tudo é belo, funcional e aparentemente moral. Primeiramente, fiquei encantada e acreditei, embora fosse uma grande mentira, que era rica. Comprei acessórios, artesanatos, e uma quantidade absurda de chocolates. Absurda para o meu não-ser chocólotra.
Depois de muito consumo e deslumbramento senti vontade de pisar no chão de verdade. Jamais moraria em Gramado. Preciso do caus. Talvez seja cultural.
Já na peça, partilhamos de um momento crucial. Nos situamos no tema “nosso futuro”. A peça vai ter que para assim que chegarmos em casa. Ou seja, daqui a pouco.
A remontagem recomeça em fevereiro. Ou seja, tudo pode mudar. E daqui a pouco estaremos fazendo mais duas apresentações, uma em Balneário do Camburiú e outra em Joinville. Ou seja, pode ser nossas últimas apresentações. Ou seja, estamos muito felizes apesar de tudo e curtindo cada momento desta reta final, da grande turnê ao Sul de Dona Flor e Seus Dois Maridos. Ou pelo menos, temos que curtir!
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
ali... aqui
Regresso a Novo Hamburgo devido ao grande sucesso. A logística é: já que estamos aqui, passamos por ali de novo. E é o que fazemos agora. Na mesma cidade de uma semana atrás, no mesmo hotel, vivendo tudo outra vez!
Ao viajar em equipe de trabalho perdemos coisas simples, que fazem parte do nosso cotidiano, como simplesmente “comer”. Para se alimentar em excursão se deve adestrar a fome a um horário, local e comida. Hoje quis comer coisas simples, como se estivesse em casa. Na presença das minha queridas amigas Elvira e Lis, fiquei no hotel e não fomos para o restaurante jantar com o grupo. Tomamos vinho e comemos queijo, biscoitinhos, frutas, ao som de musica boa e papo gostoso. Momento esse, que na verdade me deu vontade de estar ali. Ali, você. Você ali em mim, que estava aqui. Me deu vontade de você em mim. E eu liguei... eu tive que ligar. A comunicação ameniza um pouco a distancia. Adoro o jeito de sintonizar que existe em nós assim de leve e sem nenhuma cobrança, do tempo que ainda é curto pra forçar a barra de qualquer coisa. Deixamos fluir. Deixei fluir meu pensamento hoje ali. Você podia ta aqui, se eu estivesse ali.
Ao viajar em equipe de trabalho perdemos coisas simples, que fazem parte do nosso cotidiano, como simplesmente “comer”. Para se alimentar em excursão se deve adestrar a fome a um horário, local e comida. Hoje quis comer coisas simples, como se estivesse em casa. Na presença das minha queridas amigas Elvira e Lis, fiquei no hotel e não fomos para o restaurante jantar com o grupo. Tomamos vinho e comemos queijo, biscoitinhos, frutas, ao som de musica boa e papo gostoso. Momento esse, que na verdade me deu vontade de estar ali. Ali, você. Você ali em mim, que estava aqui. Me deu vontade de você em mim. E eu liguei... eu tive que ligar. A comunicação ameniza um pouco a distancia. Adoro o jeito de sintonizar que existe em nós assim de leve e sem nenhuma cobrança, do tempo que ainda é curto pra forçar a barra de qualquer coisa. Deixamos fluir. Deixei fluir meu pensamento hoje ali. Você podia ta aqui, se eu estivesse ali.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
situar, situando, situções...
Em Gravataí ha dois dias. Só agora me dei conta aonde estou no mapa. Acabo de me situar geograficamente. Alias, o que mais tenho feito é me situar no espaço. Interno e externo. Cenicamente, saber o que fazer, sempre com algum objetivo, é mais prazeroso. Como na vida.
Hoje foi um dia que precisei ter muito equilibrio pra não perder minha meta em cena e na vida.
O espetáculo, mais uma vez foi um sucesso. Mas, para todos com grande sacrifício. A surpresa do acaso sobre o que cada estrutura de teatro oferece para nós, é sempre um desafio. Acabamos passar por baixas temperaturas de Caxias do Sul, por volta de 13 a 16 graus, e agora acolhidos pelo calorão de Gravataí! E o grande obstáculo da noite foi fazer o espetáculo sem ar condicionado, num teatro fechado que virou uma verdadeira sauna.
Os obstáculos de hoje me fez focar ainda mais em tudo. Não foi fácil.
Foi uma luta pela verdade. Inclusive pra exercer o talento em driblar as dificuldades das pendências sociais, para manter um nível de convivência sobrevivente. Hoje eu perdi completamente a paciência com uma pessoa que já saiu de cena da minha vida, mas que insiste frisar que minha existência incomoda. Ah, como cansa. Não me arrependo de ter me relacionado com pessoas em alguns trabalhos. Mas cada pessoa é uma pessoa. Cada um com sua maturidade pra conseguir se desvincular das coisas sem muito atrito desnecessário, e seguir em frente catarolando alegremente o lema “o que passou, passou!”. E canto!
Sim! Me envolvo mesmo. Mas tudo passa! E curando a ferida ou não, assumo minhas responsabilidades e compro meu barulho sozinha. Choro sozinha. Sofro quieta. Caio e levando sem pedir a ninguém que me levante. Pago o preço alto por viver e findar uma relação amorosa no trabalho.
Pago por que graças a Deus, tenho renda altíssima pra cobrir todos os meus débitos sentimentais, sem pedir nenhum empréstimo. Então, acho que mereço um pouco de paz,... é só o que eu quero. Paz de verdade. Já está mais do que na hora. Sem a hipocrisia do “eu te respeito”.
Quem não me quer bem não merece meu sorriso, mesmo que seja aquele sociável.
Certa estou, de não querer o mal estar de ninguém e durmo tranqüila no meu travesseiro por isso. Certa estou, de um rumo a felicidade no qual o universo conspira a meu favor. Quem tiver de corrigir seus erros, que dê o primeiro passo. Eu não páro de passar.
Minha cavalgada é porreta! Não dá pra me derrubar do cavalo. Sou de sagitário! Metade animal racional, metade irracional. São os dois lados da moeda. Equilíbrio.
Hoje foi um dia que precisei ter muito equilibrio pra não perder minha meta em cena e na vida.
O espetáculo, mais uma vez foi um sucesso. Mas, para todos com grande sacrifício. A surpresa do acaso sobre o que cada estrutura de teatro oferece para nós, é sempre um desafio. Acabamos passar por baixas temperaturas de Caxias do Sul, por volta de 13 a 16 graus, e agora acolhidos pelo calorão de Gravataí! E o grande obstáculo da noite foi fazer o espetáculo sem ar condicionado, num teatro fechado que virou uma verdadeira sauna.
Os obstáculos de hoje me fez focar ainda mais em tudo. Não foi fácil.
Foi uma luta pela verdade. Inclusive pra exercer o talento em driblar as dificuldades das pendências sociais, para manter um nível de convivência sobrevivente. Hoje eu perdi completamente a paciência com uma pessoa que já saiu de cena da minha vida, mas que insiste frisar que minha existência incomoda. Ah, como cansa. Não me arrependo de ter me relacionado com pessoas em alguns trabalhos. Mas cada pessoa é uma pessoa. Cada um com sua maturidade pra conseguir se desvincular das coisas sem muito atrito desnecessário, e seguir em frente catarolando alegremente o lema “o que passou, passou!”. E canto!
Sim! Me envolvo mesmo. Mas tudo passa! E curando a ferida ou não, assumo minhas responsabilidades e compro meu barulho sozinha. Choro sozinha. Sofro quieta. Caio e levando sem pedir a ninguém que me levante. Pago o preço alto por viver e findar uma relação amorosa no trabalho.
Pago por que graças a Deus, tenho renda altíssima pra cobrir todos os meus débitos sentimentais, sem pedir nenhum empréstimo. Então, acho que mereço um pouco de paz,... é só o que eu quero. Paz de verdade. Já está mais do que na hora. Sem a hipocrisia do “eu te respeito”.
Quem não me quer bem não merece meu sorriso, mesmo que seja aquele sociável.
Certa estou, de não querer o mal estar de ninguém e durmo tranqüila no meu travesseiro por isso. Certa estou, de um rumo a felicidade no qual o universo conspira a meu favor. Quem tiver de corrigir seus erros, que dê o primeiro passo. Eu não páro de passar.
Minha cavalgada é porreta! Não dá pra me derrubar do cavalo. Sou de sagitário! Metade animal racional, metade irracional. São os dois lados da moeda. Equilíbrio.
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