quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Primeiro Passo

Há um passo de desistir da carreira, do sonho desatinado de ser uma atriz para sempre, independente das barreiras, resolvi insistir. Revitalizo meus desejos. Andavam adormecidos. Ser atriz de sucesso nessa terra é ter sorte ou fazer justiça com as próprias mãos. Sorte, não posso dizer que nunca tive. Mas ela não dá o ar da graça a toda hora. E quando a esperança precisa ser nutrida, o jeito é fazer e acontecer. Depois de tanto tempo num mesmo projeto, minha mente girou, ponderou, surtou, agradeceu, desejou, deseja, e desejará sempre viver disso. Arte. Essa coisa que parece um vício. Uma forma de viver que é a vida por si só, que se não se vive dela, se morre. Por alguns momentos pensei em morrer. Por alguns momentos pensei em jogar tudo pro alto e desistir. Por alguns momentos pensei em suicídio. Desistir de ser atriz, pra mim é quase suicídio. Mas tem horas que tudo perde o sentido. Que a vida parece uma grande brincadeira que eu inventei. Mas é a brincadeira mais legal que existe. Vejo outras formas de seguir em frente, de sobrevivência e preciso aprender heroicamente suportar isso. Mas o palco é, e sempre será meu suporte.
Resolvo, decido, insisto e registro. Registro a partir de agora todos meus tormentos artísticos.
Pra começar, ou melhor, pra recomeçar, em poucas horas vou fazer uma coisa que já fiz muitas vezes, como um grande acontecimento! Hoje, é o que me resta. Fazer uma mala pra um mês, viajar pelo Brasil com o espetáculo Dona Flor e Seus Dois Maridos. Próximo destino: Rio Grande do Sul. Era o que faltava para completar a geografia nacional. Amanhã um retorno ao Theatro São Pedro, em Porto Alegre. Voltaremos a Porto Alegre mais uma vez, e partiremos de la por sul adentro. Não conheço este interior, a serra gaúcha. Será uma bela oportunidade!

“Deixe me ir, preciso andar, vou a por aí a procurar rir pra não chorar”.

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