Pelotas, terça-feira, 23 de novembro de 2010. Interior do Rio Grande do Sul. Uma cidadezinha bem acomodada. Simpática. Estou no décimo primeiro andar de um hotel bem antigo. As camas não são confortáveis e o banheiro mais ou menos, mais pra menos. Daqui dá pra ver a cidade bem do alto. Sempre me encanta ver um novo céu. O por do sol é plano e se vê a laje das nuvens. Uma belezinha da natureza.
Também é de Pelotas o teatro mais antigo do Brasil. Tudo bem bacana de ver.
O que me incomoda agora é uma dor de garganta nada bem vinda. Se escolhi ser atriz, não foi muito de acordo com a minha natureza. Dor de garganta me acompanha pela vida por todas as fases. Mas tenho tentado agir com mais precaução, pra tentar evitar esse desgaste, já que tenho essa infeliz sensibilidade com o frio.
Apesar do desconforto com esse canal da minha comunicação em cena, nas ultimas apresentações vivi uma especial satisfação com meu trabalho. Acho que está ficando melhor. Isso faz bem. Eu me cobro muito. Poucas são as vezes que me contento. Quando me contento, dura pouco tempo. Em poucos minutos já discordo de mim mesma. Mas nestes últimos dias, venho trilhando um caminho de virada, de evolução e melhor qualidade de um resultado o qual eu imagino que pode estar bem próximo de se vivenciar muito bem o momento cênico presente.
Boa viagem.
Bom trabalho.
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