Novo Hamburgo. Lá se foi mais uma cidade. Eu passo pela cidade em tão pouco tempo, que até parece que é a cidade que passa por mim. O cartão de memória do organismo começa descarregar. Aciono com freqüência as questões “Mas onde é que eu estava mesmo?”, ou “Mas onde é que eu to mesmo?”, ou “Mas pra onde é que eu vou mesmo?”. Viagem sem destino é o encontro consigo todo o tempo. E neste trabalho, somado a uma lista para seguir. É diariamente estar disposta, bem alimentada, com boa saúde, com bom astral, e descansada. Viajando sem parar a gente inventa, e dá certo. Por mais que não consigamos realizar todos os itens, tudo dá certo. Novo Hamburgo foi nosso aqui e agora. Gil diz: “o melhor lugar do mundo é aqui e agora”.
Agora, agora mesmo, é Caxias do Sul. Linda cidade. É uma pequenina cidade grande organizada. Muitos olhos azuis e céu cinza. Chove e cai a temperatura quando anoitece. Já é quase dezembro e eu me encontro de botas e sobretudo no nosso querido país tropical abençoado por Deus! E faça chuva ou faça sol, Dona Flor continua lotando os teatros do sul. O sucesso continua! E a gente agradece.
A partir da árdua decisão de ser atriz - pra sempre - tento descrever as experiências dessa trajetória. Essa escolha é algo que se renova e move meus pensamentos diariamente. O desafio é encarar tudo que envolve esse rumo. E apesar de todas as barreiras , meu coração pede pra seguir em frente. [ http://carolinafreitas-atriz.blogspot.com/ ]
terça-feira, 30 de novembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Merece
Pelotas tremeu por nós. E merecemos.
Algo de peculiar aqui em Pelotas é que quando se agradece, ao invés de ouvir “de nada”, é “merece” que se recebe.
O espetáculo acaba e os atores sedentos vão agradecer pela presença maciça de mais de 1100 pelotences, que respondem em coro, mais uma noite de aplausos intermináveis. Sucesso total!
Apesar de não ter gostado muito desta apresentação. A estrutura do teatro não somou muito pro melhoramento da coisita. Mas foi bom – e o inimigo do bom, é ótimo - e deu tudo certo.
Para os pelotenses, foi um grande acontecimento. Em turnê pra nós também sempre é em algum aspecto. Estar viajando é sempre um acontecimento por viver algumas particulares novidades.
Na porta do teatro conheci Suelen. Uma menina linda, estudante de teatro de Pelotas. Meus queridos colegas também adoraram os lindos olhos azuis e a simpatia de Suelen. Conhecer alguém em viagem é abrir um canal de energia com alguém que talvez nunca mais cruze o seu caminho, e por isso ter importância. Adoro pessoas novas cruzando meus caminhos. Fazendo parte do meu acervo de memórias “gente”.
Também conheci Daniel, um garçon simpático - e lindo - do restaurante do jantar, por quem Suelen que nos acompanhou pela noite, se interessou. Talvez comecem uma nova história ali. No Rio de Janeiro, “a guerra”, e em Pelotas, Suelen acaba de se encantar por Daniel, levada por pessoas que acabara de conhecer do espetáculo Dona Flor e Seus Maridos. Eita, mundo que gira e muda rumo!
Amor pro mundo, é o que eu desejo cada vez mais. Quando se deseja o amor se ganha em troca amor da vida. A gente merece o que a gente cativa.
Sim! Merecemos este momento único em Pelotas. No palco, na coxia, no lazer, em transito: em cada um desses momentos, é sublime de maturidade e evolução, para mim. Por isso venho tendo mais prazer de viver aqui e agora. Se é mérito o resultado à Pelotas eu diria: Obrigada. E me responderia: Merece.
Algo de peculiar aqui em Pelotas é que quando se agradece, ao invés de ouvir “de nada”, é “merece” que se recebe.
O espetáculo acaba e os atores sedentos vão agradecer pela presença maciça de mais de 1100 pelotences, que respondem em coro, mais uma noite de aplausos intermináveis. Sucesso total!
Apesar de não ter gostado muito desta apresentação. A estrutura do teatro não somou muito pro melhoramento da coisita. Mas foi bom – e o inimigo do bom, é ótimo - e deu tudo certo.
Para os pelotenses, foi um grande acontecimento. Em turnê pra nós também sempre é em algum aspecto. Estar viajando é sempre um acontecimento por viver algumas particulares novidades.
Na porta do teatro conheci Suelen. Uma menina linda, estudante de teatro de Pelotas. Meus queridos colegas também adoraram os lindos olhos azuis e a simpatia de Suelen. Conhecer alguém em viagem é abrir um canal de energia com alguém que talvez nunca mais cruze o seu caminho, e por isso ter importância. Adoro pessoas novas cruzando meus caminhos. Fazendo parte do meu acervo de memórias “gente”.
Também conheci Daniel, um garçon simpático - e lindo - do restaurante do jantar, por quem Suelen que nos acompanhou pela noite, se interessou. Talvez comecem uma nova história ali. No Rio de Janeiro, “a guerra”, e em Pelotas, Suelen acaba de se encantar por Daniel, levada por pessoas que acabara de conhecer do espetáculo Dona Flor e Seus Maridos. Eita, mundo que gira e muda rumo!
Amor pro mundo, é o que eu desejo cada vez mais. Quando se deseja o amor se ganha em troca amor da vida. A gente merece o que a gente cativa.
Sim! Merecemos este momento único em Pelotas. No palco, na coxia, no lazer, em transito: em cada um desses momentos, é sublime de maturidade e evolução, para mim. Por isso venho tendo mais prazer de viver aqui e agora. Se é mérito o resultado à Pelotas eu diria: Obrigada. E me responderia: Merece.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Pra Ficar Melhor
Pelotas, terça-feira, 23 de novembro de 2010. Interior do Rio Grande do Sul. Uma cidadezinha bem acomodada. Simpática. Estou no décimo primeiro andar de um hotel bem antigo. As camas não são confortáveis e o banheiro mais ou menos, mais pra menos. Daqui dá pra ver a cidade bem do alto. Sempre me encanta ver um novo céu. O por do sol é plano e se vê a laje das nuvens. Uma belezinha da natureza.
Também é de Pelotas o teatro mais antigo do Brasil. Tudo bem bacana de ver.
O que me incomoda agora é uma dor de garganta nada bem vinda. Se escolhi ser atriz, não foi muito de acordo com a minha natureza. Dor de garganta me acompanha pela vida por todas as fases. Mas tenho tentado agir com mais precaução, pra tentar evitar esse desgaste, já que tenho essa infeliz sensibilidade com o frio.
Apesar do desconforto com esse canal da minha comunicação em cena, nas ultimas apresentações vivi uma especial satisfação com meu trabalho. Acho que está ficando melhor. Isso faz bem. Eu me cobro muito. Poucas são as vezes que me contento. Quando me contento, dura pouco tempo. Em poucos minutos já discordo de mim mesma. Mas nestes últimos dias, venho trilhando um caminho de virada, de evolução e melhor qualidade de um resultado o qual eu imagino que pode estar bem próximo de se vivenciar muito bem o momento cênico presente.
Boa viagem.
Bom trabalho.
Também é de Pelotas o teatro mais antigo do Brasil. Tudo bem bacana de ver.
O que me incomoda agora é uma dor de garganta nada bem vinda. Se escolhi ser atriz, não foi muito de acordo com a minha natureza. Dor de garganta me acompanha pela vida por todas as fases. Mas tenho tentado agir com mais precaução, pra tentar evitar esse desgaste, já que tenho essa infeliz sensibilidade com o frio.
Apesar do desconforto com esse canal da minha comunicação em cena, nas ultimas apresentações vivi uma especial satisfação com meu trabalho. Acho que está ficando melhor. Isso faz bem. Eu me cobro muito. Poucas são as vezes que me contento. Quando me contento, dura pouco tempo. Em poucos minutos já discordo de mim mesma. Mas nestes últimos dias, venho trilhando um caminho de virada, de evolução e melhor qualidade de um resultado o qual eu imagino que pode estar bem próximo de se vivenciar muito bem o momento cênico presente.
Boa viagem.
Bom trabalho.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Abre Alas
Chegamos bem em Porto. O clima da cidade está com uma noite calma, frio bom, e silêncio lá longe. O espetáculo hoje foi um time unido entrando em campo honrando a camisa, de quem vive aquele momento mágico. Pode parecer milagre ainda por tanto tempo, ter o sabor dessa paixão louca de fazer esse espetáculo. O fato é que muitas vezes ele emociona a gente de estar ali. Não sei o que é aquilo! Só sei que se eu saio daqui, deixo pra trás esse amor garantido. Meu mundo ficou maior, pediu mais nos últimos tempos. Meu diafragma ficou com vontade de ir mais alem. Isso é estranhamente belo. Tudo isso também deu no que deu: essa felicidade única da noite bonita de hoje. Depois te tantas noites belas, este espetáculo ainda consegue proporcionar noites acima de todas as expectativas. Estar distante daqui, desse palco, neste último mês me fez pensar somente uma coisa: Eu vou morrer de saudade disso aqui quando acabar! Sem duvida, estes primeiros momentos dessa turnê que acabou de começar, deu sinais de que vem sucesso pela frente. Já deu pra perceber que isso aqui vai ser uma boa lembrança. Agora é desfrutar o momento. Como comecei a poucos estantes! Devorei uma caixa de bombons de frutas às 2 horas da manhã.. Algo totalmente fora da minha vidinha real. Já comecei a saciar descontrolavelmente um dos sete pecados do homem: A gula. No fundo é isso. Estar longe da rotina da sua cidade é perder certos controles e se divertir com isso.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Primeiro Passo
Há um passo de desistir da carreira, do sonho desatinado de ser uma atriz para sempre, independente das barreiras, resolvi insistir. Revitalizo meus desejos. Andavam adormecidos. Ser atriz de sucesso nessa terra é ter sorte ou fazer justiça com as próprias mãos. Sorte, não posso dizer que nunca tive. Mas ela não dá o ar da graça a toda hora. E quando a esperança precisa ser nutrida, o jeito é fazer e acontecer. Depois de tanto tempo num mesmo projeto, minha mente girou, ponderou, surtou, agradeceu, desejou, deseja, e desejará sempre viver disso. Arte. Essa coisa que parece um vício. Uma forma de viver que é a vida por si só, que se não se vive dela, se morre. Por alguns momentos pensei em morrer. Por alguns momentos pensei em jogar tudo pro alto e desistir. Por alguns momentos pensei em suicídio. Desistir de ser atriz, pra mim é quase suicídio. Mas tem horas que tudo perde o sentido. Que a vida parece uma grande brincadeira que eu inventei. Mas é a brincadeira mais legal que existe. Vejo outras formas de seguir em frente, de sobrevivência e preciso aprender heroicamente suportar isso. Mas o palco é, e sempre será meu suporte.
Resolvo, decido, insisto e registro. Registro a partir de agora todos meus tormentos artísticos.
Pra começar, ou melhor, pra recomeçar, em poucas horas vou fazer uma coisa que já fiz muitas vezes, como um grande acontecimento! Hoje, é o que me resta. Fazer uma mala pra um mês, viajar pelo Brasil com o espetáculo Dona Flor e Seus Dois Maridos. Próximo destino: Rio Grande do Sul. Era o que faltava para completar a geografia nacional. Amanhã um retorno ao Theatro São Pedro, em Porto Alegre. Voltaremos a Porto Alegre mais uma vez, e partiremos de la por sul adentro. Não conheço este interior, a serra gaúcha. Será uma bela oportunidade!
“Deixe me ir, preciso andar, vou a por aí a procurar rir pra não chorar”.
Resolvo, decido, insisto e registro. Registro a partir de agora todos meus tormentos artísticos.
Pra começar, ou melhor, pra recomeçar, em poucas horas vou fazer uma coisa que já fiz muitas vezes, como um grande acontecimento! Hoje, é o que me resta. Fazer uma mala pra um mês, viajar pelo Brasil com o espetáculo Dona Flor e Seus Dois Maridos. Próximo destino: Rio Grande do Sul. Era o que faltava para completar a geografia nacional. Amanhã um retorno ao Theatro São Pedro, em Porto Alegre. Voltaremos a Porto Alegre mais uma vez, e partiremos de la por sul adentro. Não conheço este interior, a serra gaúcha. Será uma bela oportunidade!
“Deixe me ir, preciso andar, vou a por aí a procurar rir pra não chorar”.
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