Não é fácil compactuar com o não saber. Mas estou sabendo. Aprendo.
Só não abro mão da minha vontade maior de não alterar minhas certezas. Certezas são certezas e fim de papo. As verdadeiras, parecem membros no meu tronco. Não há quem possa me pedir pra arrancar. A vida continua difícil, e bela. A sensação agora é de que coisas importantes estão agendando sua chegada. Na verdade esse sempre foi meu lema, meu clima, meu palpite, minha dança, meu enredo. “Amanha vai ser outro dia.”
Há de ser. Sempre é. Por algum momento faço uso de um fator explicador pra assentar os meus anseios, mas é só uma forma de não se perder na dor.
Faço coleção de álbuns incompletos e figurinhas repetidas. A cada novo lançamento, faço a nova aquisição e aquele que não completei, deixo de lado, guardo em algum lugar especial. E meu acervo só engorda...
Agora entendo, não há mais graça. O álbum sempre vai ficar incompleto. Perdi a esperança de querer acreditar que posso um dia completar algum.
Não deixo de procurar na banca, é claro. Meus olhos brilham e vibram a cada novidade. A graça é mesmo só essa. É uma tarefa difícil abrir o pacotinho e encontrar as melhores figurinhas, aquelas que a gente não quer trocar com ninguém. Não acho. Não consigo achar.
Relaxei. Não preciso procurar. Nem sei se vou encontrar. Não é assim?
Já sei que não sei. Como uma boa menina, quero só brincar.
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