Sou movida a lembranças e pimentas. O mundo se acaba em minha frente, vejo o desabamento ser anunciado de um lado, de outro, vejo o barranco que já desceu e a dificuldade de reunir forças pra se reerguer é o que domina. E o meu lado, é pensar ainda sobre o que foi saudade. Hoje o dia foi com cara de saudade. A saudade não chega num domingo chuvoso sem programação. Vem no meio do dia quente, no meio da semana intensa, no meio do caus, no meio do meu peito. E tudo corre, e transcorre como se eu não tivesse meio para tal. E não tenho mesmo. Não sei mais falar de saudade. Principalmente quando minha fala pede outro tema. Minha fala agora aciona para o que o presente represente. Só preciso não desistir das coisas. Isso é produzir. Persistir. A saudade é que não desiste de mim.
Minha cabeça cheia assunto vagando nas nuvens. Não sei ainda se consigo disfarçar bem. Na verdade não preciso. Cada pacote vem com um laço. Laço forte sempre.
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